Tribos urbanas: você está em alguma?

9 10 2008

Essa não é uma situação nova. A separação de grupos de jovens com mesmo gosto para música, roupas e comportamento já acontece há algumas gerações. São as tribos urbanas. E ultimamente essa tendência explodiu.

Góticos, punks, emotioncore, geeks, clubbers… A lista de nomes é muito grande.

E você vai conhecer agora um pouco de algumas delas:

 

  • Góticos: São para a maioria que os vêem, loucos, bruxos, macumbeiros… Praticam magia negra, necrofilia.. Mas é porque quem participa dessa tribo preza por vestir roupas pretas, gostam da melancolia, da tristeza, fazer saraus em cemitérios. Góticos tem uma forte tendência a serem incontidos com quem é “de fora” da sua tribo, justamente por essa imcompreensão e preconceito. Na verdade, a filosofia gótica preza por um amor e poesia obscuros, mórbidos. Daí que vem o conflito.
     
  • Emotioncore: Mas como o brasileiro gosta de abreviar tudo, Emos. Os mais perseguidos hoje, sem sombra de dúvidas. Há inclusive gangues, estilo os Skin Heads, só que perseguem os membros dessa tribo. E apesar de todo mundo achar que reconhece um Emo a quilômetros de distância, vale citar alguns detalhes que nem todo mundo leva em conta (inclusive quem se se diz adepto do estilo). Quem é emotioncore é caraterizado por usar um cabelo liso, geralmente preto, com uma grande franja sobre um lado do rosto e este por sua vez, sempre carregado com uma maquiagem forte. As roupas variam principalemte entre listradas horizontalmente ou pretas com estampas com motivos infantis: desenhos do Mickey, Hello Kitty, corações, etc… Ou seja, como o próprio nome sugere, são muito ligados à parte emocional, gostam de músicas das bandas que sempre falam de um amor fracassado, desilusões diversas e afins. Choram, e bem inclusive, com elas. E um detalhe que muitos não levam em conta ao falarem sobre (ou que são) Emos: a tendência bissexual. Por essa objetivação emotiva, Emos só procuram um cultivo de carinho, de amor, além de qualquer coisa. Se estão tristes, deprimidos, carentes, é comum ver integrantes do mesmo sexo da tribo beijando-se.
     
  • Geeks: Resumindo em poucas palavras, são a evolução dos chamados Nerds. Um Nerd praticamente não tinha vida social, não gostava de festas e só concentrava-se em estudos e um tanto mais recentemente, nos computadores. Os Geeks (essa é uma denominação bem recente mesmo, até) são viciados mesmo em tecnologia, em tudo que é eletrônico e cibernético… Sua casa é lotada de gadjets – são aqueles utensílios eletrônicos, que muitas das vezes tem uma função limitadíssima ou nem chegam a isso, são só decoração mesmo. Lêem desde revistas sobre assuntos adjacentes a estes, até livros dos mais variados… Informação, Geeks gostam de acumular informação. Só que o grande diferencial é que os integrantes dessa tribo tem, sim, uma vida social igual a todos os outros: frequentam bares aos sábados, praticam esporte, fazem musculação, vão pra balada, pra citar alguns exemplos. E é tão comum vermos pessoas com essas características, que elas acabam se confundindo no meio da multidão. Muitos nem param pra pensar, mas vão quando vão ver enquandram-se perfeitamente entre os Geeks.
     
  • Punks: Talvez seja o vovô dos movimentos sociais juvenis. Explodiu em 70′. Símbolos da rebeldia, da indisciplina e de um grito de liberdade que reinava sobre aquela época. Violetam o próprio corpo e só queriam diversão, a qualquer custo. Viver era praticamente “sobreviver”, adequar-se e subordinar-se ao sistema social dominante e opressor. Os Punks refugiavam-se nas drogas, no álcool e no vandalismo. Chamavam a atenção, desse modo, e decretevam a própria setença de morte (já que, como era pra ser jovem, o envelhecimento só o faria cair para o lado do sistema, como foi dito). Mas porque tudo que escrevi sobre eles agora está no passado? Os Punks acabaram?? Nada disso, só mudaram, evoluiram. Mas não são uma peça a mais da sociedade padronizada, o seu erro foi ter saído do underground, do cunho “social” para virarem (principalmente) peça de mercado. É isso aí. Quantas grifes famosas não adotaram o estilo grunge, desleixado, com roupas rasgadas (olha o jeans aí), cheias de correntes e cortes de cabelo no mínimo irreverentes se comparados aos habituais. Um marco pra antiga geração do Punk foi Dead Kennedys, revolucionário, incomum e que com suas idéias totalmente fora dos padrões, chegou a ficar em 4º lugar em uma disputa para a prefeitura de São Francisco, Califórnia. Ou seja, os Punks tem um jeito bastante diferente de charema a atenção, de passarem o seu recado e que chega a sair do limite às vezes. Só que hoje, parece que o estilo virou mais uma forma de marketing comercial (contra a sua vontade, obviamente).
     
  • Clubbers: É até meio difícil falar sobre o que é um Clubber hoje. Mais ou menos em 90′, os Clubbers eram facilmente diferenciados na multidão por sua roupas bastante coloridas, muitas pulseiras, cabelos bem diferentes e tão coloridos quanto… Frequentavam os clubes (dããã) e curtiam sons do estilo Drum’n’bass, Trip Hop (base para o Hip Hop), Techno e House. Mas é tão comum todos ouvirem esses estilos e suas vertentes que, sinceramente, não acho que existam mais Clubbers específicamente. Muitos agora devem estar pensando: “Existe sim. Tem aqueles playboys e patricinhas que enchem a cara de álcool e êxtase nas raves.” Não é por aí. A mistura de ritmos, a influências de várias culturas e filosofias levam membros de várias tribos, de várias classes a frequentarem os mesmos espaços, inclusive as raves. E por tal mistura, é difícil você dizer: “Fulano é isso, Ciclano é aquilo…” Não rola mesmo galera.

 

 

Então é isso. Espero ter conseguido fazer você perceber a diferença entre várias tribos urbanas. Desculpa aí se acabei ofendendo alguém, sem querer, claro, ou se escrevi alguma coisa a mais que não devia (o erro é a segunda certeza na vida né, depois da morte 😉 ).

Só que o mais importate, independentemente se você identifica-se com alguma tribo ou não, sem preconceitos né, galera. A intolerência é o mal maior dos nossos dias. Se queremos mostrar para nossos pais e avós que somos uma geração “mais evoluída”, vamos começar pelo respeito, pela liberdade de gosto, de expressão, social e de gênero.

 

Abçs e até a proxima

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