Conhecendo o G1, o celular do Google

15 10 2008

A T-Mobile apresentou o primeiro celular que usa o sistema operacional Android, do todo poderoso oráculo Google. O aparelho, que já foi chamado de Dream e Googlephone, acabou recebendo o simples nome: G1. O aparelho custará US$ 179,00 , com um contrato de dois anos. O valor é o mesmo que a AT&T (única operadora por lá que venderá o smartphone) cobra pelo iPhone 3G, também mediante um prazo de fidelidade.

Entre os recursos já confirmados do aparelho estão o Google Maps Street View, que terá uma função chamada “compass”, que mostrará a localização no mapa em tempo real, enquanto o usuário caminha pela rua. O telefone, fabricado pela HTC (sou fã dos aparelhos dela), usará um navegador baseado na tecnologia do Chrome e terá integração com os principais produtos do Google: Gmail, Gtalk, Google Docs e YouTube.

O aparelho tem também um acelerômetro, como o iPhone, que permitirá que a imagem na tela gire junto com o aparelho. O primeiro aplicativo escrito para o G1 fazia com que quando o telefone fosse jogado para o alto ele calculasse o tempo de queda, graças ao acelerômetro (doidera, né).

O G1 traz tela sensível ao toque de 3 polegadas, botões especiais para navegação pela internet, teclado deslizante qwerty, câmera com 3,1 megapixel, cartão MicroSD de 1GB pré-instalado (suporta até 8GB), 3G e wi-fi. A bateria suporta cinco horas de conversação ou 130 horas em stand-by. Vem nas cores branco, preto ou marrom e pesa aproximadamente 140g.

Não há suporte para o Microsoft Exchange e nem para o iTunes, mas músicas sem DRM (Digital Rights Management ou Gestão de Direitos Digitais ;)) podem ser transferidas para o aparelho. A loja de mp3 da Amazon virá pré-instalada.

Android deve aparecer em outros aparelhos também

O Android é baseado no sistema operacional Linux, ou seja, usa código livre, o que permite a programadores desenvolverem, por conta própria, novos aplicativos. Isso significa também que, apesar do aparelho da HTC ser o primeiro a contar com o Android, ele deve ser seguido por diversos outros, de empresas diferentes. E nem faria sentido não ser assim, uma vez que o maior objetivo do Google com esse lançamento é aumentar o acesso à internet móvel, e seus lucros com publicidade alavancados pela sua ferramenta de buscas.

– Se a internet estiver amplamente disponível, será bom para nós – disse o co-fundador do Google, Sergey Brin, segundo a CNet News.

Rumores já indicam que o Android pode vir a ser modificado para funcionar em outras plataformas, além dos telefones celulares, como automóveis ou tocadores de mp3.

Para a Google, o Android será mais uma ferramenta para vender anúncios. A receita das empresas com propagandas em ferramentas de busca por celular devem saltar dos atuais US$ 243,7 milhões para US$ 3,8 bilhões em 2012, prevê a firma de pesquisas americana EMarketer Inc.

Os celulares equipados com o sistema Android, do Google, terão a sua própria “lojinha de aplicativos”, (semelhante à App Store, do iPhone). O sistema de distribuição que ajudará usuários a encontrar, comprar, baixar e instalar vários tipos de conteúdo se chamará Android Market.

Matéria adaptada do portal G1

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