Para o ano começar bem

27 12 2008

Ê beleza…! Fim do ano é sempre muito gostoso. Deixa todo mundo quebrado por uma semana. Só perde nesse quesito para o carnaval.

Eu, por exemplo, não estava conseguindo colocar a cabeça no lugar e escrever um post há alguns dias. Pois bem, pra não falar que o FdN não publicou nada pra finalizar o ano, nem teve na escrito sobre Jesus, sobre o velhinho da Coca-Cola ou qualquer coisa assim, segue aí em baixo um texto de um conterrâneo conhecido: Drummond.

 

RECEITA DE ANO NOVO

feliz20ano20novoPara você ganhar belíssimo Ano Novo 
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, 
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido 
(mal vivido talvez ou sem sentido) 
para você ganhar um ano 
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, 
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; 
novo 
até no coração das coisas menos percebidas 
(a começar pelo seu interior) 
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, 
mas com ele se come, se passeia, 
se ama, se compreende, se trabalha, 
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, 
não precisa expedir nem receber mensagens 
(planta recebe mensagens? 
passa telegramas?) 

Não precisa 
fazer lista de boas intenções 
para arquivá-las na gaveta. 
Não precisa chorar arrependido 
pelas besteiras consumadas 
nem parvamente acreditar 
que por decreto de esperança 
a partir de janeiro as coisas mudem 
e seja tudo claridade, recompensa, 
justiça entre os homens e as nações, 
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, 
direitos respeitados, começando 
pelo direito augusto de viver. 

Para ganhar um Ano Novo 
que mereça este nome, 
você, meu caro, tem de merecê-lo, 
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, 
mas tente, experimente, consciente. 
É dentro de você que o Ano Novo 
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

 

Abçs
E igual um gênio de publicidade qualquer aí criou para o Bradesco: Feliz 2000inove.





10 coisas que você não precisa/deve fazer em um currículo

18 12 2008

Algumas vezes, uns amigos me pedem para digitar ou revisar currículos para eles. E seeempre aparecem com as mesmas coisas “erradas”: documentos, textos, estrutura….

Bem, montar um currículo é dúvida de bastante gente. E quando você vai sair do ninho, tem que procurar um emprego e a base da seleção, obviamente, são os currículos.

Procurei comentários no Ikwa e em outros sites, de especialistas que explicam esses deslizes. O que você não deve fazer segue logo abaixo.

 

Deixar passar erros de português ou digitação

 

“Dominar a Língua Portuguesa é um requisito básico e fundamental de qualquer processo seletivo. Por isso, fique atento para não cometer erros de ortografia, concordância e até mesmo de digitação no currículo. Você pode ser eliminado antes mesmo de ter a oportunidade de justificar o erro. A desatenção pode ser interpretada como despreparo. A dica é: revise o documento várias vezes antes de enviá-lo. Se preferir, peça para alguém que domine bem o idioma revisá-lo também.”

Ana Rita Peres, gerente executiva da seccional de São Paulo da Associação Brasileira de Recursos Humanos.

 

Mentir

“Não vale a pena mentir. Ao analisar o currículo, o recrutador pode não identificar a mentira. No entanto, você pode ter uma grande surpresa no ato da entrevista pessoal. Pode ser submetido a um teste prático, por exemplo, e vai ficar muito feio para você. Isso é antiético e você pode ser eliminado do processo seletivo por bobeira. Seja verdadeiro. O currículo é feito para que ressalte seus pontos fortes. Nada de inventar informações só para deixá-lo mais completo.”

Tania Casado, coordenadora do curso de especialização em Consultoria de Carreira da FIA (Fundação Instituto de Administração).

 

Ser prolixo

“Quem quer contar tudo no currículo, não tem a chance de falar nada. É um erro achar que quanto maior for o documento, melhor ele fica. O tempo que você tem para se apresentar ao selecionador é de, no máximo, dois minutos. Portanto, duas folhas são mais do que suficiente. Nada de tentar se enganar, por exemplo, ao diminuir o tamanho da fonte usada no documento. O ideal é ser conciso. Coloque no currículo apenas as informações úteis e necessárias. Ou seja, se você fez um curso de culinária e está em busca de uma vaga de secretariado, oculte esse dado. Afinal, não vai fazer a mínima diferença. Economize espaço para valorizar as características mais relevantes para a vaga pretendida. Tenha bom senso.”

Marcelo Abrileri, presidente do Curriculum.com.br, site de recolocação e recrutamento on-line

 

Ser superficial

“O currículo deve ter as informações mínimas necessárias para que o selecionador o conheça. Quem lê o currículo não tem bola de cristal. Alguns dados, tais como local de formação, locais de trabalho, datas de ingresso e saída, descrição de cargos e de atividades desempenhadas, são fundamentais e não podem faltar. As datas não se resumem ao ano. O ideal é colocar pelo menos o mês. Evite usar abreviaturas e siglas, para facilitar o entendimento do recrutador. O documento deve realçar as realizações pessoais de maneira clara, organizada, lógica e simples. A objetividade passa credibilidade. Mas cuidado: ser generalista pode ser interpretado como imaturidade.”

Sandra Schamas, palestrante e escritora do livro “Aumente a sua Empregabilidade”.

 

Apontar distintos objetivos profissionais

“Um dos pontos mais importantes de um currículo é o objetivo. Ele é quem guia os caminhos do candidato e, em alguns casos, até os passos do selecionador. O recrutador muitas vezes começa a leitura do currículo pelo objetivo, se ele estiver alinhado com a vaga prossegue a leitura, caso contrário já o descarta. O objetivo deve ser construído de maneira pensada, estruturada, clara e convincente. Para isso, é preciso saber realmente o que você quer para a sua carreira profissional. Comece sempre com um verbo e nunca coloque a palavra ‘almejo’. Duas ou três linhas são suficientes para descrever suas intenções profissionais. Apontar objetivos distintos pode demonstrar imaturidade e falta de foco.”

Haroldo Sato, especialista em marketing pessoal e diretor de Recursos Humanos da Fast Shop.

 

Inserir documentos pessoais

“Nunca insira dados relativos a documentos pessoais, tais como CPF, RG, número da carteira de trabalho, título de eleitor ou de carteira de reservista. Essas informações são desnecessárias no processo de seleção, além do mais podem te trazer sérios transtornos. Os números dos documentos sigilosos podem cair na mão de pessoas erradas. No topo do currículo, coloque apenas o nome completo, idade, nacionalidade, estado civil, endereço completo, telefone, número do celular e e-mail. Lembre-se de manter esses dados atualizados, principalmente o número de telefone, já que esse será o meio de comunicação entre entrevistador e candidato. Indicar a pretensão salarial também é dispensável. Coloque-a apenas se solicitado. Esse é um assunto confidencial, que deve ser discutido no ato da entrevista pessoal.”

Cíntia Holanda, consultora de Recursos Humanos da Catho.

 

Inserir fotos

“Não faça do seu currículo, um catálogo de fotos. Lembre-se: não é a sua aparência que é avaliada e, sim, os seus conhecimentos e experiências profissionais. Por isso, evite colocar fotos. Legalmente as empresas são proibidas de solicitar retratos dos seus candidatos, já que se trata de uma ação discriminatória. Mas se mesmo assim você optar pela foto, pense: ‘qual é a imagem que eu quero passar para o recrutador?’ Tenha bom senso. Nada de figuras sem camisa, de óculos escuros ou de biquíni. Escolha algo mais formal.”

Alessandra Nogueira, gerente de recrutamento e seleção da Coca-Cola.

 

Deixar a estética de lado ou priorizá-la demais

“A preocupação excessiva com a estética, em alguns casos, pode ser subentendida como compensação de uma falha. Em contrapartida, currículos sujos e amassados demonstram que o candidato é desorganizado. O ideal é optar por folhas brancas e tipologia tradicional, tais como Times New Roman e Arial. Negritos, itálicos e sublinhados só devem ser usados para organizar as informações. Fugir do padrão, às vezes, aguça a curiosidade do recrutador. Porém, é importante identificar o tipo de empresa que faz a seleção. Se for uma instituição de perfil conservador, siga o modelo padrão. Caso contrário, pode-se inovar e usar a criatividade para se destacar no processo seletivo. Mas cuidado! Na dúvida, opte pela boa e velha folha branca.” 

Regina Silva, consultora de carreira e sócia-diretora do Instituto Gyraser.

 

Padronizar o currículo

“Um currículo se torna muito mais atraente aos olhos do selecionador se adequado ao perfil da empresa e da vaga pretendida. Para cada necessidade, é preciso uma redação diferente. As informações podem ser as mesmas, porém o ideal é ressaltar as características exigidas para o preenchimento da vaga. Se a sua experiência profissional for mais forte, priorize-a. Caso contrário enfatize o lado do estudo. O modelo do currículo é que tem que se adequar às suas necessidades e não você se pautar por um modelo padrão, que não vai te favorecer em nada. A dica é: procure informações sobre a empresa e faça uma boa pesquisa sobre a área em que gostaria de trabalhar para saber as informações que devem ser ressaltadas no próprio currículo e que, geralmente, serão as mais notadas pelo recrutador.”

João Florêncio, professor da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e consultor na área de educação continuada e gestão de carreiras.

 

Anexar documentos comprobatórios

“Não há necessidade de comprovar as informações descritas no currículo com a apresentação de documentos comprobatórios, tais como o diploma da graduação, a carta de recomendação do antigo trabalho ou, ainda, a cópia do passaporte com o carimbo da viagem para o exterior. Os documentos só devem ser apresentados, quando solicitado. Assinar ou rubricar o currículo também é desnecessário. O recrutador parte do pressuposto de que o candidato fala a verdade.”

Maiti Junqueira, coordenadora de jovens profissionais da Across.

 

Espero que esse pequeno “guia” possa ter ajudado vocês. Eu reavaliei vários pontos no meu currículo e aproveitei para refazê-lo, lembrando de colocar as atualizações, outro ponto muito importante que jamais deve ser esquecido.

 

Abçs





Humor #4

15 12 2008

Geralmente, eu não gosto de repetir uma coluna em pouco tempo. Só que dessa vez merece. Olha a inteligência do cidadão na conversa que segue abaixo.

 

 

Essa nova geração.... tsc, tsc

Essa nova geração.... tsc, tsc





O Clique da Vez #7

12 12 2008

A seleção dessa vez vem do álbum do equatoriano Shahriar Erfanian (é… eu também não consigo falar direito o nome dele), um dos meus contatos no Flickr. Suas fotos em p&b (principalmente) são realmente impressionantes, uma técnica e sensibilidade ímpar mesmo. Confira.

 

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Humor #3

12 12 2008

Há uns dias, quando eu fui na casa da Tacy, ela me mostrou o canal de vídeos do grupo de teatro que o pessoal do CQC integra(va). Ri muuuito!!

Esse aí é um dos vídeos, Stand Up com improvisação. Curta aí.





História pra boi acordar #1

12 12 2008

Depois de alguns dias sem escrever (provas da faculdade e vestibular da UFMG), resolvi estreiar essa coluna. Serão crônicas, textos e afins pra você digitar com uma mão. Não é pra vulgarizar o blog não. Mas me diz se em casa você tem o hábito de sentar na sala com seus parentes, suas visitas e contar histórias assim?? Não né, só fora do ninho mesmo.

😉


Fica de quatro para mim, fica.


E em todas as noites essa voz ecoa na minha cabeça. Rouca, firme e incisiva. Ele quase nunca sabe o que quer, mas nessas horas tem a certeza de que aquele é o momento certo para pedir; e que tal pedido vai fechar o sexo tão logo eu me apoiar nos joelhos e empinar os quadris.

 

Por causa de frases como essa, as masturbações diárias têm se tornado cada vez mais ativas. Deixou de ser a coisa serena da manipulação do clitóris para se tornar um rolar para lá e para cá, uma gama de arfadas, de gemidos nada contidos, simulações de beijos, palavras fortes e apertos intensos. E quase há outra de mim na cama fazendo sexo comigo, a terceira pessoa que sou eu mesma. E me entrego toda a mim, simulando os toques selvagens ou as carícias ternas de acordo com meu humor do dia.

 

Conforme a coisa esquenta, me pego ouvindo a voz bem nítida e me coloco na posição solicitada, pronta para remexer os quadris devagarzinho até bambear as pernas e gozar. E quase sou capaz de sentir a maneira como ele fica dentro de mim depois do orgasmo, entrando e saindo de forma muito lenta. E o perfume impregna o quarto e os pêlos imaginários se espalham pelo lençol. 

É curioso como todo esse ritual sozinha soa satisfatório, e percebo que gosto mais da expectativa do que do jogo. Ainda mais agora que tenho imagens bem nítidas para olhar enquanto estimulo corpo e ego.

 

Meu êxtase é conduzir a brincadeira do meu jeito e, cada vez mais, o outro faz da distância física um bem e parece menos necessário. A voz rouca continua ecoando, me pedindo para abrir ou fechar as pernas, pedindo para empinar mais os quadris, mas agora isso acontece sempre que quero. Esse é o barato da coisa. As alucinações andam muito reais e de repente a realidade nem desperta tanta ânsia. Isso porque o sexo comigo ainda continua sendo a melhor coisa – seja na minha opinião ou na opinião dos outros.

 

 

Texto retirado do blog 6° Sexo




Tecnologia, inovação, audacidade e dinheiro, mmuuuuiitto dinheiro

2 12 2008

O título desse post pode ser resumido no nome de uma cidade. Nova Iorque? Tókio? Paris? Madri? Londres?Nenhuma delas. A cidade que eu me refiro é Dubai, nos Emirados Árabes. Esse é um post incomum, foge da linha blog, eu reconheço. Criei ele por ser interessante como que está cidade e para vocês terem noção da ambição do homem hoje.

A apresentação aí em baixo fala das principais obras finalizadas e em execução para essa cidade que “explodiu” em dezoito anos. Confira.

 

A Riqueza de Dubai